O mercado de crédito é caracterizado por uma assimetria informacional. Os tomadores de empréstimos são donos de informações privadas sobre seu tipo, apenas eles próprios são capazes de saber o risco associado aos seus projetos. Os bancos não são capazes de diferenciar os agentes, a menos que eles forneçam alguma informação. Dessa forma, as taxas de juros são utilizadas como um mecanismo de triagem diante da impossibilidade de distinção entre os tipos de tomadores de empréstimos. A consequência disso é o problema de seleção adversa nesses mercados, isto é, aqueles que possuem projetos com um alto retorno esperado, mas baixa probabilidade de sucesso expulsarão os demais do mercado.
Na tentativa de se diferenciarem, os agentes vão buscar fornecer informações que sinalizem o seu tipo, ou seja, mostrar a qualidade do seu projeto e que se caracterizam como baixo risco. Para esses sinais serem confiáveis eles devem possuir determinadas características como por exemplo serem custosos. O custo dessa sinalização deve ser caracterizado de forma que os tomadores de alto risco não sejam capazes de provê-los, apenas os tomadores de alta qualidade sejam capazes de fornecê- los. Porém, muitos agentes no Brasil, como pessoas de classes mais baixas e empresas de menores portes são incapazes de fornecer esses sinais porque acabam sendo muito custosos. As FinTechs, startups que utilizam bastante tecnologia se apresentam como um importante meio de mitigar esse problema de seleção adversa diminuindo drasticamente os custos de sinalização.