Em democracias liberais, partidos políticos atuam como intermediários no processo de formação de gabinetes, indicando nomes para os ministérios. Porém, a eleição de Jair Bolsonaro em 2018, um presidente iliberal, enfraqueceu esse modelo de governança, com os partidos políticos sendo relegados a uma posição secundária. Buscamos então entender como se dá a indicação e promoção de ministros de estado em quando duas condições estão presentes: i) presidente iliberal; ii) sistema partidário de baixa institucionalização. Nossa principal hipótese é a de que sinalizar lealdade de modo “vergonhoso” (nauseating display of loyalty) o fator determinante para a indicação, promoção e manutenção de ministros se dá através da lealdade pública demonstradas por estes as pautas prioritárias do mandatário. O método desenvolvido para comprovar tal hipótese compõe uma análise dos posicionamentos dos ministros em relação às pautas prioritárias do governo e uma subsequente análise do desempenho destes na aquisição e manutenção de cargos políticos de alto nível.
Sinalização de lealdade ministerial em tempos iliberais
Ano
2022
Escola
CPDOC - Escola de Ciências Sociais
Aluno-pesquisador
Luca Veiga Cechinel
Orientador
Prof. Sérgio Praça
Localidade
Rio de Janeiro