Existe uma crença bastante difundida na sociedade de que o estabelecimento de carreiras na política é pernicioso para a democracia e que a melhor forma de assegurar a continuidade democrática, impedindo desmandos e corrupção, seria renovar completamente o quadro de parlamentares a cada nova eleição. Esta crença, porém, se sustenta em uma perspectiva consideravelmente limitada dos resultados políticos e sociais produzidos no médio e longo prazo pelos arranjos institucionais que determinam as regras do jogo político nos estados brasileiros.
Deste modo, o presente projeto propôs lançar um olhar menos determinista e mais curioso sobre a carreira dos políticos brasileiros na esfera subnacional, buscando compreender seus determinantes institucionais e consequências. A partir daí, será possível refletir se ser um profissional da política é tão recompensador, diante da estrutura de oportunidades das carreiras políticas existentes ou mesmo se a opção defendida pelo senso comum, da mudança total a cada 4 anos, é sempre a geradora de melhores resultados para a sociedade. No mais, se realmente os políticos não entregam políticas públicas mas continuam sendo reeleitos a despeito disso.
Para ter acesso ao trabalho completo, envie um e-mail para: pibic@fgv.br