A introdução no sistema e o aumento da influência dos atores não-estatais (ANEs ou NSAs) representam uma grande mudança de paradigma no Direito Internacional diante da concepção clássica Westfaliana. Esses novos atores ampliaram sua participação nesse ramo de maneira considerável, saindo de uma posição de coadjuvantes para ocupar uma posição mais central nas mais diversas áreas, majoritariamente respaldados em uma questão de expertise técnica, tornando-se cada vez mais proeminentes no lawmaking internacional. Em vista desse fenômeno e dessa mudança paradigmática, questiona-se se há de fato um impacto dessa participação dos atores não-estatais no lawmaking internacional, especialmente na esfera dos Treaty Bodies da ONU, nos quais a participação dos NSAs é bastante recorrente.
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