OS QUATRO VETORES DA ECONOMIA DAS POLÍTICAS PÚBLICAS: ELITE AGRÁRIA, GRUPOS DE PRESSÃO E A SOCIALIZAÇÃO DE RISCOS NO PROAGRO TRADICIONAL

Ano
2026
Escola
EPPG- Escola de Políticas Públicas e Governo
Aluno-pesquisador
Samara Suellen de Oliveira Carvalho Título: OS QUATRO VETORES DA ECONOMIA DAS POLÍTICAS PÚBLICAS: ELITE AGRÁRIA, GRUPOS DE PRESSÃO E A SOCIALIZAÇÃO DE RISCOS NO PROAGRO TRADICIONAL
Orientador
Prof. Dr. Maurin Almeida Falcão
Objetivos ODS
Redução das desigualdades
Paz, justiça e instituições eficazes
Localidade
Brasília

Este artigo analisa a influência de minorias organizadas, especificamente a elite agrária, no financiamento e na definição da agenda das políticas públicas brasileiras. Partindo da transição histórica para o Estado-providência, discute-se como os vetores econômicos de tributação, gasto e redistribuição são afetados pela ação de grupos de pressão e pela prática do lobbying instrumental. O trabalho utiliza a Teoria das Elites e a Teoria da Escolha Pública para explicar como a organização coesa de pequenos grupos permite a "captura" de recursos do Tesouro Nacional em detrimento do bem-estar da maioria desorganizada. Como exemplo prático, o estudo foca no caso histórico do PROAGRO Tradicional, demonstrando como a falta de limites orçamentários permitiu a socialização de riscos climáticos e perdas privadas de grandes produtores rurais. Metodologicamente, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa e documental, fundamentada em acórdãos do Tribunal de Contas da União (TCU) e seguindo o rigor do método PRISMA para a revisão bibliográfica. Conclui-se que o financiamento público é frequentemente moldado por mecanismos de ilusão fiscal, que mascaram o custo real das intervenções e favorecem a manutenção de privilégios de elites econômicas.

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