Este trabalho trata da análise dos fundamentos de legitimidade do direito-dever de vingança por intermédio da obra Essays de Francis Bacon e da peça Hamlet de William Shakespeare. Por meio de trechos selecionados das obras procura-se definir um conceito de vingança para os elisabetanos, e entender as motivações dos personagens. O contexto histórico europeu e inglês, assim como o instituto da vingança durante o período de transição e centralização serão analisados para um melhor entendimento da realidade da época. O objetivo primordial do Relatório seria o de articular como os interesses formadores do Estado Moderno centralizado conseguiram, paulatinamente, apoderar-se do monopólio da violência, institucionalizando a vingança como punição estatal. Hamlet é analisado como personagem central que representa o epítome da transição, e cujas ações são procrastinadas justamente pela tentativa de conciliação dos dois modelos, o medieval e o renascentista moderno. Diversos elementos políticos estão presentes nas obras de Shakespeare, e seu estudo possibilita um conhecimento da formação das bases do sistema jurídico tal qual conhecemos hoje. O estudo de direito e literatura é essencial para se entender, por meio de uma abordagem pessoal, um sistema impessoal, como o direito.
Palavras-chave: Vingança; Hamlet; William Shakespeare; Francis Bacon; Estado
Moderno; Direito e Literatura
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