O realinhamento do sistema partidário espanhol e o processo independentista na Catalunha.

Ano
2019
Escola
EPGE – Escola Brasileira de Economia e Finanças
Aluno-pesquisador
Carolina Carvalho Nogueira
Orientador
Prof. Márcio Grijó Vilarouca
Localidade
Rio de Janeiro

Na última década, o sistema político espanhol vem apresentando um conjunto de transformações políticas substantivas, em parte impulsionados pela crise do setor imobiliário em 2008 e pelas manifestações dos “indignados” em 2011. As primeiras evidências desse processo afloraram nas eleições europeias de 2014, com a emergência de um partido com assumido perfil antissistema. Por sua vez, o aumento da fragmentação partidária serviu como prenúncio de ruptura do consolidado sistema bipartidário nacional, fato que seria finalmente consumado nas eleições gerais de 2015 com o declínio dos partidos tradicionais – o PP e o PSOE – e a ascensão de Podemos e de Ciudadanos. Como consequência, e também como novidade, o partido mais votado naquele pleito não conseguiu formar governo, obrigando à convocação de novas eleições, fato superado em 2016, com a formação de um governo minoritário do PP.

Par a par com estas transformações, a clivagem territorial mal resolvida na constituição de 1978, assumiu um papel pivotal e dramático na Catalunha. O processo inicia-se mais cedo do que o movimento de realinhamento partidário nacional, mas logo conjuga-se a ele ao criar uma nova geometria de coalizões políticas, borrando a clássica clivagem esquerda e direita. Essa pesquisa busca analisar como o realinhamento do sistema partidário ocorreu e como a questão catalã foi impactada por esse processo.

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