Situado nos campos de Saúde Coletiva, Administração Pública e Gênero, este foi um estudo de caso da gestão da atenção à saúde da mulher em Diadema/SP. Trata-se de uma análise sistêmica da adesão à Rede Cegonha, no momento de sua publicação, em 2011 (com implementação em 2012) e do período atual, desde o início do mandato atual da prefeitura, iniciado em 2021. O principal objetivo foi responder à pergunta: como a implantação da Rede Cegonha modificou a atenção à saúde da mulher no SUS em Diadema/SP até os dias atuais? A partir de entrevistas semiestruturadas com gestores da saúde no município e de análise documental, esta iniciação científica mapeou os principais avanços, desafios e retrocessos na política pública em questão, especificamente no que diz respeito a financiamento, governança e organização, prestação de serviços e resultados em saúde. Dentre os resultados da pesquisa, está a repetição ou persistência, em 2022, dos mesmos desafios de 2011: a falta de integração e comunicação entre os serviços de saúde que faziam parte do atendimento à gestante, parturiente e puérpera; e a estagnação da queda da taxa de mortalidade materna e infantil. O trabalho contribui para a revisão da política de atenção à saúde da mulher no SUS a nível municipal, que está sendo feita no momento de sua publicação, em 2022. Além disso, intersecciona mais uma vez gênero, saúde coletiva e administração pública, olhando especificamente para a esfera municipal.
Mudanças na atenção à saúde da mulher no SUS em Diadema/SP Um estudo do caso após 10 anos da implantação da Rede Cegonha
Ano
2022
Escola
EAESP – Escola de Administração de Empresas de São Paulo
Aluno-pesquisador
Dora Cavalcanti Ehrlich;
Orientador
Prof. Adriano Massuda
Localidade
São Paulo