Em diversas ocasiões, como em mercados de carros usados e disseminação de oportunidades de trabalho, as possibilidades de transações entre duas partes sofrem restrições geográficas, tecnológicas ou mesmo pelas relações sociais subjacentes. É natural, dessa forma, que se modele as interações entre os agentes como uma rede de conexões, onde os altos custos de transação se materializam na inexistência de vértices entre dois indivíduos. Nesses casos, cada agente pode transacionar com apenas parte dos outros podendo, assim, usufruir de algum poder de mercado local ou de algum ganho informacional, dada a interação estratégica entre eles. Por esse motivo, diversos modelos de comércio descentralizado em redes são apresentados neste trabalho com o objetivo de avaliar efeitos da topologia da rede nas estratégias, preços e alocações, complementando, portanto, a extensa literatura econômica sobre os efeitos de diferentes características dos mercados no bem-estar social.
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