A implementação do sistema de pagamentos instantâneos na atualidade tem transformado significativamente a dinâmica financeira do Brasil. Lançado pelo Banco Central em 2020, o Pix rapidamente se consolidou como um dos principais meios de pagamento no país, alterando a lógica das transações financeiras e ampliando o acesso a instrumentos digitais de pagamento a indivíduos historicamente excluídos do sistema bancário formal. Este estudo investiga os impactos dessa ferramenta não apenas sobre os padrões de consumo da população brasileira, mas também sobre o mercado de trabalho, com ênfase em empreendedores e trabalhadores informais. Com efeito, analisa-se a possível substituição da cultura de parcelamento enraizada na sociedade brasileira pelo consumo à vista, e os desafios que isso pode impor em um país com baixo índice de educação financeira. Em paralelo, investiga-se a possível relação entre a disseminação do Pix, a informalidade, a digitalização do trabalho e a inclusão produtiva de microempreendedores, especialmente mulheres, jovens e autônomos. Com base em dados secundários de instituições como Banco Central e IBGE, esta pesquisa combina análises comportamentais e econômicas para avaliar se a expansão do pagamento instantâneo está associada a hábitos financeiros mais conscientes e a uma melhora no desempenho dos microempreendedores. Nesse sentido, o estudo contribui para a compreensão dos efeitos socioeconômicos do Pix e de seu potencial como vetor de inclusão produtiva e reconfiguração financeira.
Impactos Socioeconômicos do Pix: Uma análise sobre consumo e mercado de trabalho
Ano
2026
Escola
EPGE – Escola Brasileira de Economia e Finanças
Aluno-pesquisador
Beatriz Valadão Donnici de Azevedo
Orientador
Professora Andrea María Flores Majano
Objetivos ODS
Trabalho decente e crescimento econômico
Localidade
Rio de Janeiro