Este trabalho articula os temas da agricultura urbana e das habitações populares, discutindo a ampliação da qualidade de vida neste tipo de moradia. Buscou-se analisar a utilização de hortas comunitárias como um tipo de tecnologia social que tem como proposta a ampliação da qualidade de vida em conjuntos habitacionais populares. [METODOLOGIA] Para isto, foi analisada a iniciativa de implementação de hortas comunitárias efetivada pelo Projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (MUTS), investigando o modelo de implementação, a participação dos moradores, os benefícios, dificuldades e demandas geradas. Foi realizada revisão bibliográfica para compreensão das concepções inerentes à moradia digna no Brasil e discussão das possibilidades de tecnologias sociais contribuírem para alcançar melhorias neste sentido. Por meio de análise documental e entrevistas, buscou-se compreender o cenário no qual os moradores dos conjuntos do MCMV estão imersos para problematizar a implementação das hortas. [RESULTADOS] Entre os resultados obtidos identificou-se que as hortas comunitárias conseguem promover benefícios à saúde e vivência comunitária, quando há o envolvimento do poder público e de organizações da sociedade civil estes benefícios vara para além dos muros dos empreendimentos. [CONCLUSÃO] A iniciativa do MUTS trouxeram ganhos sociais aos empreendimentos e às comunidades, sendo replicáveis para demais contextos a partir do interesse por desenvolvimento local por atores estatais e além destes.
HORTAS COMUNITÁRIAS EM HABITAÇÕES POPULARES DO PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA EM SÃO PAULO
Ano
2020
Escola
EAESP – Escola de Administração de Empresas de São Paulo
Aluno-pesquisador
Giovanna Cristina de Souza Oliveira
Orientador
Zilma Borges de Souza
Localidade
São Paulo