Gerenciamento de Risco: interpretações de suas métricas sob eventos extremos

Ano
2026
Escola
EPGE – Escola Brasileira de Economia e Finanças
Aluno-pesquisador
Gustavo Masashi Tiba Hoshima
Orientador
Professor Edson Daniel Lopes Gonçalves
Objetivos ODS
Trabalho decente e crescimento econômico
Redução das desigualdades
Localidade
Rio de Janeiro

Este trabalho analisa a aplicação de diferentes metodologias de gestão de risco financeiro a uma carteira fictícia composta por oito ações brasileiras, com pesos iguais e constantes, no período de 2011 a 2025. Inicialmente, foram estimados o Value at Risk (VaR) e o Expected Shortfall (ES) por abordagens empírica e paramétrica, utilizando a distribuição normal como referência. A adequação dessa hipótese foi avaliada por meio de testes de normalidade e de um QQ plot, que indicou desvios mais pronunciados nas extremidades da distribuição dos retornos. As estimativas de VaR também foram submetidas a procedimentos de backtesting, incluindo o teste de Christoffersen. Em uma segunda etapa, foi implementada uma abordagem Filtered Peaks Over Threshold (Filtered POT) com janela móvel de sete anos. O modelo GARCH foi utilizado para representar a volatilidade condicional e os agrupamentos de volatilidade, enquanto a
Extreme Value Theory foi aplicada aos resíduos padronizados para modelar especificamente o comportamento da cauda. A seleção do threshold foi auxiliada pelo Mean Excess Plot, e a evolução temporal do parâmetro de forma ξ foi analisada para caracterizar o comportamento das caudas ao longo da amostra. Os resultados reforçam a relevância de incorporar heterocedasticidade e risco de cauda à mensuração de perdas severas, ao mesmo tempo em que evidenciam as limitações e a dependência das hipóteses associadas a cada metodologia. Dessa forma, as métricas analisadas são interpretadas como instrumentos complementares de apoio à tomada de decisão, e não como critérios definitivos de ação.

URL Vídeo remoto