Nas sociedades contemporâneas ocidentais é notória a importância que as práticas esportivas e o patrimônio ocupam atualmente nos discursos tanto de esferas governamentais quanto de coletivos e movimentos sociais. Apesar disso, o esporte não tem recebido grande atenção nas políticas de preservação patrimonial. Partindo desse pressuposto, e propondo uma reflexão sobre o tema, este projeto busca compreender a partir de quais significados determinadas manifestações culturais são patrimonializadas na cidade do Rio de Janeiro. Busca-se, ainda, analisar com base em quais critérios outras são preteridas nas políticas de salvaguarda encaminhadas pelos diferentes poderes públicos. É objetivo desta pesquisa mapear a distribuição geográfica de bens materiais e imateriais ligados ao esporte, procurando compreendê-los dentro da dinâmica dos bairros nos quais estão inseridos, a fim de melhor desvendar o papel que desempenhou a prática na cidade do Rio em diferentes momentos. Pretende-se compreender como as diversas modalidades se desenvolveram e se estruturaram na cidade, ao longo dos séculos XIX e XX, a partir dos locais a elas associados, inseridos na política de ocupação urbana vigente até o final dos anos 1960, quando, no âmbito do estado da Guanabara, foi regulamentada a identificação e preservação dos seus bens patrimoniais. Pretende-se desenvolver a pesquisa, nesse primeiro momento, em três regiões da cidade: 1) Madureira, Cascadura, Higienópolis; 2) Botafogo, lamengo, Laranjeiras, Glória e Catete; 3) Tijuca, Maracanã, Vila Isabel, Grajaú e Andaraí. O intuito maior é chamar a atenção para o tema do patrimônio esportivo, entabulando um registro inicial, tendo em conta futuros projetos de intervenção.
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