Crises financeiras são, sem dúvida, um fenômeno recorrente. De longa data, são capazes de desestruturar economias inteiras em curtos espaços temporais, influenciando a vida não somente de agentes isolados ou das instituições que porventura as provocaram, mas também de toda a estrutura socioeconômica sobre a qual qualquer sociedade se fundamenta. De particular interesse são as crises da dívida pública externa. Tendo como uma de suas principais causas o endividamento público excessivo, apresentam uma complexidade intrigante e afetam diretamente as vidas de todos e quaisquer agentes econômicos, em especial formuladores de políticas públicas. O estudo de crises financeiras é um campo extremamente ativo da ciência econômica. Ainda assim, mesmo com todos os avanços institucionais e melhores designs de mecanismos obtidos até então, é possível afirmar que nosso sistema financeiro internacional se encaminha para uma era em que crises serão coisa do passado? Muitos apostam convictamente que sim. Entretanto, a evidente falta de precaução nos mercados, o excesso de risco tomado e a ingênua crença de que estamos cada vez melhores e mais imunes aos ônus do sistema financeiro nos empurram no sentido contrário. Este trabalho tem por objetivo estudar os mecanismos por detrás das dívidas públicas externas e das moratórias, desde suas motivações até suas consequências, e, com isso, visa a concluir, a partir do estudo de caso da crise que vem assolando a Zona do Euro, em particular a Grécia, em que medida os agentes econômicos estão atuando inadvertidamente baseados na premissa errônea de que crises financeiras são coisa do passado.
Para ter acesso ao trabalho completo, envie um e-mail para: pibic@fgv.br