Endividamento Público Externo e Moratória

Ano
2015
Escola
EPGE – Escola Brasileira de Economia e Finanças
Aluno-pesquisador
Guilherme Vital Brasil Lorenzo Fernandez
Orientador
Renato Fragelli Cardoso
Localidade
Rio de Janeiro

Crises financeiras são, sem dúvida, um fenômeno recorrente. De longa data, são capazes de desestruturar economias inteiras em curtos espaços temporais, influenciando a vida não somente de agentes isolados ou das instituições que porventura as provocaram, mas também de toda a estrutura socioeconômica sobre a qual qualquer sociedade se fundamenta.     De particular interesse são as crises da dívida pública externa. Tendo como uma de suas principais causas o endividamento público excessivo, apresentam uma complexidade intrigante e afetam diretamente as vidas de todos e quaisquer agentes econômicos, em especial formuladores de políticas públicas.  O estudo de crises financeiras é um campo extremamente ativo da ciência econômica. Ainda assim, mesmo com todos os avanços institucionais e melhores designs de mecanismos obtidos até então, é possível afirmar que nosso sistema financeiro internacional se encaminha para uma era em que crises serão coisa do passado?  Muitos apostam convictamente que sim. Entretanto, a evidente falta de precaução nos mercados, o excesso de risco tomado e a ingênua crença de que estamos cada vez melhores e mais imunes aos ônus do sistema financeiro nos empurram no sentido contrário. Este trabalho tem por objetivo estudar os mecanismos por detrás das dívidas públicas externas e das moratórias, desde suas motivações até suas consequências, e, com isso, visa a concluir, a partir do estudo de caso da crise que vem assolando a Zona do Euro, em particular a Grécia, em que medida os agentes econômicos estão atuando inadvertidamente baseados na premissa errônea de que crises financeiras são coisa do passado. 

Para ter acesso ao trabalho completo, envie um e-mail para: pibic@fgv.br