Diversidade e In(ex)clusão: Grupos Não-Hegemônicos e o Papel dos Coletivos

Ano
2022
Escola
EBAPE – Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas
Aluno-pesquisador
Daniel Adorno Cavalcanti Ramos
Orientador
Prof. Dr. Hélio Arthur Irigaray
Localidade
Rio de Janeiro

O objetivo desta pesquisa foi desvelar em que medida os coletivos organizacionais, efetivamente, atuam no combate às desigualdades, no fomento à diversidade e contribuem para inclusão dos grupos minoritários no ambiente de trabalho. Para tal construímos uma pesquisa empírica, na qual entrevistamos líderes e membros dos coletivos de grupos não-hegemônicos,
nomeadamente, mulheres, negros e LGBTQIAPN+. Com a devida autorização dos participantes, suas entrevistas foram transcritas e submetidas à análise crítica do discurso. O campo revelou que os coletivos são resultado da articulação dos grupos não-hegemônicos, que criam e participam de espaços legítimos e institucionais para promover a diversidade. Identificamos também que as ações de diversidade têm acontecido como uma tendência de mercado e reproduzidas mimeticamente. À medida que as maiores empresas implementam essas ações, tornam-se benchmarking e cria-se, assim, um fluxo que é reproduzido por outras empresas. Entretanto, não é observada uma mudança efetiva nas estruturas que poderiam promover a inclusão e o pertencimento. Assim, os coletivos são alçados à categoria de um símbolo de respeito à diversidade, um engajamento aos compromissos com as práticas de ESG e um potencial instrumento de promoção de mudanças na estrutura organizacional.