Este artigo adapta a abordagem empírica de J. Vernon Henderson et al., "The global distribution of economic activity: nature, history, and the role of trade" (2018) para o caso dos estados brasileiros. Dividindo o território nacional em células de 0.25→ ↑ 0.25→ (aproximadamente 11.400 unidades espaciais), 17 variáveis geofísicas explicam 47,3% da variância das luzes noturnas no nível nacional e 11,5% dentro dos estados. Estados são classificados como desenvolvedores precoces ou tardios – interpretando o status de desenvolvimento de 1950 como um proxy para o timing do desenvolvimento – por meio de cortes ótimos (Durlauf & Johnson, 1995) sobre PIB per capita, escolaridade e urbanização de 1950. Ao contrário do padrão global de Henderson et al., o duplo diferencial de 𝐿2 entre agricultura e comércio permanece próximo de zero nos três cortes. No entanto, a estimação conjunta e não-linear dos coeficientes diferenciais 𝑀 (agricultura) e 𝑁 (comércio) revela que essa proximidade de zero não é um resultado nulo: 𝑀 é negativo e significante nos três cortes históricos de base, direção oposta à do padrão global. Testes de robustez indicam que esse resultado é mais consistente para o corte baseado em PIB per capita do que para os cortes baseados em escolaridade e urbanização, que se mostram mais sensíveis à forma como a amostra é particionada. Sob esse mesmo corte, o diferencial de comércio 𝑁 também é negativo e numericamente próximo à estimativa global de Henderson etal., de modo que apenas o lado agrícola do padrão se inverte, não o lado comercial. JEL Codes: O13, O18, R12.
A Distribuição Espacial da Atividade Econômica no Brasil: Geografia, o Timing do Desenvolvimento e os Papéis da Agricultura e do Comércio
Ano
2026
Escola
EPGE – Escola Brasileira de Economia e Finanças
Aluno-pesquisador
Felipe Gabriel Calazans Ferreira
Orientador
Professor Bruno Barsanetti
Objetivos ODS
Trabalho decente e crescimento econômico
Localidade
Rio de Janeiro