Este estudo analisa a democratização do acesso aos acervos históricos a partir de experiências práticas na Casa Acervo (FGV CPDOC), enfrentando a questão central sobre o que significa, fundamentalmente, acessibilizar documentos. Acessibilizar revela-se não como um ato isolado de consulta final, mas como um processo contínuo e integrado em que todas as etapas de trabalho atuam na mediação do conhecimento. A compreensão do funcionamento institucional, desde a conservação preventiva e o arranjo cronológico até a catalogação em sistemas, confere a bagagem intelectual necessária para a criação de ações pedagógicas e conteúdos audiovisuais, como oficinas e roteiros de vídeos para redes sociais. O diferencial desse fluxo reside nas diferentes instâncias desse processo: enquanto o tratamento técnico interno atua como uma instância direta que organiza e viabiliza a fonte primária, as produções educativas e audiovisuais operam como instâncias indiretas que traduzem e aproximam o acervo da sociedade. Conclui-se que ambas as instâncias são indissociáveis para transformar o patrimônio documental em um instrumento vivo de cidadania, reflexão e memória coletiva.
Difusão dos Arquivos da Casa Acervo
Ano
2026
Escola
CPDOC - Escola de Ciências Sociais
Aluno-pesquisador
Matheus Oliveira Gomes
Orientador
Prof. Dr. Daniele Amado
Objetivos ODS
Educação de qualidade
Localidade
Rio de Janeiro