A Economia Política dos indicadores de performance global: ease of doing business e investimento estrangeiro direto

Ano
2022
Escola
RI - Escola de Relações Internacionais
Aluno-pesquisador
Julia Rogato Duó
Orientador
Profª. Carolina Moehleck
Localidade
São Paulo

Este projeto de pesquisa visa responder à seguinte pergunta: Em que medida o Ease of Doing Business influencia a alocação de investimento direto estrangeiro entre países? Enquanto a literatura sobre escolhas de localização de empresas multinacionais (EMNs) se concentra no papel dos aspectos institucionais na atração de investimento estrangeiro direto (IED) e na decisão dos investidores, estudos que examinam a relação entre o ambiente regulatório, as decisões de localização das EMNs e a atração de IED têm focado no papel dos impostos e regulamentações trabalhistas, negligenciando o impacto que os Indicadores de Performance Global (IPGs), como o Ease of Doing Business (EDB), podem ter na alocação de IED. Além disso, a literatura recente sobre indicadores constatou que o uso de IPGs tem origens políticas e produz consequências políticas. Os estudiosos também sugeriram que os IPGs influenciam a alocação de recursos, mas ainda há poucas evidências sistemáticas sobre esse fenômeno. É importante examinar a relação entre o EDB e o IED para entender como a qualidade do ambiente regulatório de um país pode informar as escolhas de localização das EMNs, especialmente quando a decisão é investir em países com alto risco político. Argumentarei que não é apenas o ambiente regulatório per se que molda as decisões das EMNs, mas também a forma como as informações sobre a qualidade do ambiente regulatório é apresentada. Ao melhorar sua performance no Ease of Doing Business, os países podem sinalizar aos investidores que estão dispostos a compensar seu risco político e fornecer outros incentivos para atrair IED. Para examinar a relação entre a alocação de EDB e IED, realizarei uma análise de dados em painel usando um estimador de efeitos fixos.