Concordo Apenas Quando Acredito: Percepção de Eleitores a Choques de Petróleo e Gás Área de Concentração : Administração

Ano
2018
Escola
EBAPE – Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas
Aluno-pesquisador
Maria Antônia Rosmaninho Soares
Orientador
Carlos Pereira
Localidade
Rio de Janeiro

Ao contrário do que o senso comum pode supor, a chegada de rendas não antecipadas provenientes da exploração de recursos naturais é frequentemente associada à exploração predatória, à implantação de regimes autocráticos, à devastação ambiental e ao baixo crescimento econômico. Um dos pressupostos é que receitas decorrentes da exploração de recursos naturais, ao aliviar a fatia de impostos cobrados para financiar o governo, diminuem a pressão social para uma maior responsabilização e controle sobre os políticos. Ainda que a chegada dessas rendas não seja objeto de predação pelos políticos, pode existir incongruência de preferências entre agentes públicos e eleitores sobre como tais rendas deveriam ser alocadas. O objetivo dessa pesquisa é analisar o comportamento de eleitores em ambientes que sofreram choques de receitas provenientes de recursos naturais. Será que eleitores são ignorantes a respeito do recebimento de rendas extraordinárias? E, uma vez que saibam sobre a existência dessas receitas, suas preferências na utilização desses recursos e percepção da qualidade de políticas públicas seriam alteradas? A pesquisa empírica envolveu a aplicação questionários em duas rodadas com eleitores de municípios situados em diferentes faixas de recebimento de royalties do petróleo no Rio de Janeiro. Durante a aplicação da segunda rodada de questionários, foi realizado um experimento com o objetivo de investigar como o choque de novas informações sobre rendas do petróleo e gás e do resultado de políticas sociais afetam o comportamento eleitoral. Os resultados apontam que eleitores atualizam as suas expectativas tornando-se mais exisgentes com relação a avaliação dos governantes e políticas públicas uma vez informados sobre a presença de royalties no município. Entretanto, quanto maior a sofisticação do eleitor menor a susceptibilidade de alteração da sua avaliação do governante e do seu comportamento de voto diante de novas informações.

 

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