O presente trabalho tem como objetivo analisar os efeitos da defasagem escolar na propensão a trabalhar de adolescentes participantes do programa Bolsa Família. Além da questão da defasagem escolar, buscou-se também avaliar o impacto do Bolsa Família na propensão de adolescentes beneficiários trabalhar. Para medir os impactos, utilizou-se uma estimação por Propensity Score Matching (PSM) a partir dos microdados da PNAD 2014. Os resultados mostram que o programa Bolsa Família reduz, em média, ~ 4,5% a probabilidade de trabalhar dos jovens beneficiário maiores de 9 anos. Porém, quando se analisa o impacto da defasagem escolar para os participantes do programa (também maiores de 9 anos), conclui-se que a defasagem escolar aumenta em ~ 3,4% a probabilidade de trabalhar desses jovens. Dessa forma, apesar do Bolsa Família diminuir a propensão ao trabalho dos participantes do programa, esse efeito parece perder eficácia com o aumento do atraso escolar.
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