Nesta pesquisa, foi feita a revisão da literatura da Teoria da Poupança e a obtenção de dados das poupanças chinesas e brasileiras numa tentativa de compreender os motivos pelos quais as diferenças entre as poupanças chinesas e brasileiras são tão grandes. A taxa de poupança brasileira é estritamente mais baixa em relação à chinesa, sendo menor por 29,1 pontos percentuais na média. Além disso, enquanto na China a poupança das famílias supera ligeiramente a poupança das empresas, no Brasil, em geral, a poupança das empresas é superior à das famílias. Em termos da literatura foram estudados os autores mais influentes da Teoria da Poupança, entre eles, Modigliani, Friedman, Hall e Deaton. Modigliani e Brumberg(1954) assumem que a “proporção da renda poupada é essencialmente independente da renda”, mudanças na taxa de poupança se devem a flutuações de curto prazo na renda e o maior motivo para poupar seria uma segurança contra essas flutuações de renda durante o ciclo de vida das famílias. Segundo Friedman (1957), a quantidade poupada seria independente do nível da renda, então uma renda baixa não implicaria numa taxa de poupança baixa, apesar de uma taxa de aumento rápida na renda ter o potencial de reduzir a poupança. De acordo com Hall (1978), não é possível obter um valor positivo significativo da elasticidade de substituição intertemporal, nem o consumo parece aumentar mais rápido quando são esperados altos retornos reais no mercado de ações. No livro de Deaton (1992) a poupança por precaução parece poder explicar os motivos ao poupar de consumidores com distintos tamanhos de patrimônio.
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