Nesta pesquisa, analisa-se a evolução das políticas de ação afirmativa nas instituições públicas brasileiras de ensino superior. Foi feita uma revisão ma literatura a cerca do processo de inplementação de ações afirmativas e de seus impactos nos casos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e da Universidade de Brasília (UnB). A UERJ adotou um sistema de cotas em 2002, por decisão do governo estadual, o qual determinava que 50% das vagas deveriam ser destinadas a candidatos oriundo de escolas públicas e de 40% para candidatos autodeclarados negros ou pardos. O modelo mostrou-se bastante agressivo uma vez que o percentual de alunos negros e pardos em cursos como medicina e direito, por exemplo, era de 0% e 1,86%, respectivamente, em 2002. A UNICAMP, por sua vez, a partir de 2004, passou a usar um sistema de bônus para alunos da rede pública, o qual aumentou significativamente a participação de candidatos desfavorecidos no vestibular e gerou poucas reações comportamentais em termos de preparação para o processo de admissão. Por fim, a UnB também adotou cotas, em 2004, reservando 20% das vagas para alunos negros, sem evidência de redução do esforço na preparação dos candidatos e com aumento da probabilidade de autodeclaração como negro.
Palavras-chave: ensino superior; sistemas de cotas, políticas afirmativas.
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