Análise das políticas de ação afirmativa no ensino superior do Brasil

Ano
2017
Escola
EPGE – Escola Brasileira de Economia e Finanças
Aluno-pesquisador
Rebeca Vitelbo Herdy Martins
Orientador
Cecilia Machado
Localidade
Rio de Janeiro

Nesta pesquisa, analisa-se a evolução das políticas de ação afirmativa nas instituições públicas brasileiras de ensino superior. Foi feita uma revisão da literatura acerca do processo de implementação de ações afirmativas e de seus impactos nos casos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e da Universidade de Brasília (UnB). A UERJ adotou um sistema de cotas em 2002, por decisão do governo estadual, o qual determinava que 50% das vagas deveriam ser destinadas a candidatos oriundos de escolas públicas e 40% para candidatos autodeclarados negros ou pardos. O modelo mostrou-se bastante agressivo uma vez que o percentual de alunos negros e pardos em cursos como medicina e direito, por exemplo, era de 0% e 1,86%, respectivamente, em 2002.  A UNICAMP, por sua vez, a partir de 2004, passou a usar um sistema de bônus para alunos da rede pública, o qual aumentou significativamente a participação de candidatos desfavorecidos no vestibular e gerou poucas reações comportamentais em termos de preparação para o processo de admissão. Por fim, a UnB também adotou cotas, em 2004, reservando 20% das vagas para alunos negros, sem evidências de redução do esforço na preparação dos candidatos e com aumento da probabilidade de autodeclaração como negro.

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