Governança criminal e indicadores eleitorais: eleições legislativas no Rio de Janeiro (2006-2010)

Arquivo indisponível

Aluno-pesquisador: 

Gabriela Nobayashi Brogim

Orientador: 

  • Profª. Juliana Camargo

Ano: 

2022

Escola: 

  • RI - Escola de Relações Internacionais

Neste artigo, examino como políticos se beneficiam da cooperação com diferentes tipos de organizações criminais. Para identificar suas relações com esses grupos, exploro a variação na concentração de votos - para eleições legislativas - ao longo do tempo (2005-2011) e espaço, quando grupos disputam territórios. Utilizo uma análise georreferenciada de duas medidas de concentração de votos – o Índice Herfindahl-Hirschman (HHI) e o Índice-G – e avalio se alguma organização criminosa tem influência política em relação às suas congêneres. Ao adotar tal estratégia, posso explorar as hipóteses de que (i) uma mudança de poder no domínio da favela implica a troca de guarda política naquela localidade, e (ii) a expansão paramilitar no início dos anos 2000 contribuiu para a decadência da concentração eleitoral de candidatos votados em localidades sob o domínio desse grupo. A evidência não corrobora com minha primeira hipótese. No entanto, indica que a segunda é positiva e, também, que os grupos paramilitares têm mais influência nos resultados políticos do que outros tipos de organizações criminosas.