Aluno-pesquisador:
Orientador:
- Professor Benjamin Miranda Tabak
Ano:
Escola:
- EPPG- Escola de Políticas Públicas e Governo
As mudanças climáticas se intensificaram globalmente, ampliando os debates sobre responsabilidade intergeracional e percepções de preocupação climática. Os jovens são frequentemente retratados como mais engajados, enquanto as gerações mais velhas são responsabilizadas pela crise. Objetivo: Este estudo replica Timmons et al. (2024) no Brasil para analisar como narrativas geracionais e enquadramentos afetam a preocupação dos jovens com o clima, suas percepções sobre a preocupação de outros, sua crença na ação coletiva e suas intenções pró-ambientais. Metodologia: Aplicou-se um questionário pré-registrado, traduzido e adaptado culturalmente, a 306 respondentes (18–24 anos). O desenho experimental 2x2 incluiu condições de enquadramento (conflito geracional) e informação (preocupação das gerações mais velhas).
Resultados: Observou-se forte consenso quanto à importância da proteção ambiental (77,12%), com variação significativa na intensidade da preocupação entre os grupos (χ² = 38,21, p = 0,002). Os jovens perceberam as gerações mais velhas como menos preocupadas (15,03%) do que eles próprios (78,11%), reforçando a narrativa do distanciamento geracional. Contudo, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas quanto à percepção da preocupação entre pares.
Conclusão: O estudo evidencia a persistência das narrativas geracionais na percepção climática dos jovens brasileiros, apesar da preocupação generalizada entre grupos. Esses achados sugerem que superar equívocos sobre a apatia intergeracional pode fortalecer a cooperação na ação climática.
