Aluno-pesquisador:
Orientador:
- Professor Claudio José Struchiner
Ano:
Escola:
- EMAp - Escola de Matemática Aplicada
O uso de taxas de contato social é amplamente difundido na modelagem de doenças infecciosas porque elas são forças-motrizes essenciais de parâmetros epidemiológicos, como o número básico de reprodução R_0. Como o risco de contrair infecções diretamente transmissíveis depende de quem interage com quem, os modelos matemáticos frequentemente usam matrizes de contato -- estruturas que quantificam a frequência média de contatos entre indivíduos agrupados por faixas etárias-- para caracterizar a disseminação de patógenos infecciosos. Essas matrizes geralmente são geradas a partir de pesquisas de contato baseadas em diários. Nesse contexto, define-se “exposição” como contatos físicos diretos ou interações presenciais significativas, influenciando assim o risco individual de infecção.
A quantificação empírica desses padrões é particularmente urgente em populações altamente vulneráveis, nas quais a COVID-19 produziu impactos desproporcionais. Este estudo analisa matrizes de contato no Complexo de Manguinhos (Rio de Janeiro) -conjunto de dezesseis comunidades com um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano do município- a partir de 4.033 entrevistas coletadas pelo estudo COMVIDA-Fiocruz. O banco inclui informações de contatos sociais e variáveis socioeconômicas, permitindo investigar como fatores estruturais amplificam a disseminação da COVID-19.
